22 de ago de 2008

Internet abre espaço para novas celebridades

Para ser famoso não é mais necessário subir aos palcos, aparecer na TV ou participar de desfiles de moda. Hoje, muitos anônimos se transformam em verdadeiras celebridades da noite para o dia graças à internet. Sites de relacionamento como Orkut, MySpace e Facebook, além do YouTube e dos milhões de blogs, fotologs e flickrs, são especialistas em lançar fenômenos no mundo virtual.
Segundo a pesquisa "Redes Sociais", realizada pelo Ibope/NetRatings, só em maio de 2008, cerca de 18,5 milhões de pessoas navegaram por sites relacionados a comunidades. Se a esse número forem somados os fotologs, videologs e os mensageiros instantâneos, se contabilizam 20,6 milhões de brasileiros por mês acessando as tais redes sociais. Isso corresponde a 90% dos usuários que acessam a internet por mês.
Arquivo pessoalUm dos exemplos mais conhecidos de alguém que se transformou em celebridade na web é a atual VJ da MTV MariMoon. A paulistana de 25 anos — famosa por seus cabelos coloridos — começou sua 'trajetória virtual' com a criação de uma página pessoal, em 2000. A partir daí, foi acompanhado a evolução que acontecia na rede, com o surgimento do blog e do fotolog. "Acho que a galera curtia minhas fotos. Tudo foi virando uma bola de neve e tomando proporções enormes", conta MariMoon.
O caminho até a MTV foi relativamente curto: cerca de dois anos após sua primeira aparição na mídia impressa. Em 2006, ela foi chamada para fazer a capa da revista Capricho. Foi então que a marca de calçados Melissa convidou a blogueira para fazer uma campanha no primeiro semestre de 2007. No final daquele mesmo ano, a MTV chamou MariMoon para apresentar o Scrap MTV, programa que estreou em janeiro deste ano no canal de música.
"Fiz tudo por hobby, porque eu acho divertido ficar na net. Tudo o que é audiovisual me chama atenção", explica a VJ, que desde muito pequena já mostrava interesse e afinidade por tecnologia.
MariMoon não atribui o sucesso apenas ao visual pouco convencional. "Meu cabelo faz a pessoa parar para me olhar, mas na época em que eu surgi não era a única que tinha o cabelo pintado (de rosa)", afirma. "Acho que o que chama atenção é esse meu jeito de ser. Sou um livro aberto. As pessoas me conhecem e já se sentem minhas amigas logo de cara", explica. "Além disso, minha família é de artistas e meu contexto sempre foi esse. Eu me fantasiava, fazia maquiagens diferentes", relata.
Quanto à razão de ter se destacado no mundo virtual, MariMoon não tem resposta, mas dá dicas para quem pretende se sobressair em meio a tantos blogs, fotologs ou perfis de Orkut. "Tem que seguir o coração e não ter medo de ser você mesmo", aconselha.
A febre do vídeo - Outro recurso bastante popular é o YouTube, site em que qualquer pessoa pode 'postar' vídeos sobre qualquer coisa. Depois que vai ao ar, o conteúdo parece tomar vida própria e alguns vídeos são capazes de se tornar mais populares do que qualquer programa de TV.
É o caso do "Vai tomar no c..", um vídeo de 2007 no qual a atriz, cantora e apresentadora de televisão Cristina Nicolotti interpreta uma canção criada após uma briga com seu vizinho - ele reclamava do barulho que vinha do apartamento de Cristina. Apenas uma das versões da gravação tem mais de 7 milhões de pageviews (número de vezes que foi assistida).
O "Tapa na pantera", em que a atriz Maria Alice Vergueiro interpreta uma dependente química que jura não ser viciada em maconha, é outro exemplo de popularidade virtual. Até agora, "Tapa na pantera" já teve mais de 2 milhões de acessos. Em ambos os vídeos, o que prevalece é o humor.
Retorno profissional - A fama virtual pode vir de várias maneiras, das mais gratificantes possíveis. Para um grupo de universitários, ela veio na forma de uma oportunidade de emprego.
Foi por meio da 'postagem' de um trabalho de faculdade no YouTube que cinco alunos do curso de audiovisual da USP (Universidade de São Paulo) chamaram a atenção de uma produtora. "A gente colocou o trabalho no YouTube e divulgou pra ver se o pessoal curtia. Nosso vídeo não teve muitos acessos, mas teve boa divulgação", explica João Henrique Crema, um dos estudantes, de 20 anos.
Crema conta que o vídeo percorreu variados caminhos - foi para o blog da Ilustrada e depois para a capa do UOL, onde teve 60 mil visitas em um único dia. "Foi então que a produtora Maria Bonita foi atrás da gente", afirma. "Fizemos um programa piloto para o MultiShow, que depois chamou a gente para fazer o programa especial do dia do beijo".
O vídeo, que foi produzido em 2006, marcou o surgimento do Grupo Cromossomos, composto pelos cinco alunos e mais dois colegas que começaram a trabalhar em projetos para a produtora. "Não esperávamos nada. Qualquer coisa que viesse era lucro. No fim, o vídeo abriu muitas oportunidades", afirma Crema.

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